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Ser Cuidador Familiar: A Perceção do Exercício do Papel (artigo científico)

A transição para o papel de cuidador familiar de pessoas dependentes no autocuidado é uma tarefa
exigente, na qual os(as) enfermeiros(as) têm um papel importante. O objetivo deste estudo foi conhecer a
perceção do cuidador familiar acerca do exercício do papel de prestador de cuidados. Tendo em conta o
problema e os objetivos definidos, optámos por um estudo qualitativo e exploratório. A procura dos significados
atribuídos ao exercício do papel foi possível com recurso ao paradigma construtivista que utiliza o pensamento
indutivo. Os participantes foram intencionalmente selecionados.

A recolha de dados foi obtida por entrevista
semiestruturada, em dois momentos distintos: a primeira durante o internamento hospitalar (entre o 6º e o 54º
dia de internamento), a segunda entrevista um mês após o regresso da pessoa a casa. A análise teve por base
o método das comparações constantes de Strauss & Corbin (1990).

Conclusão: O estudo permitiu identificar os seguintes significados: o esforço que o cuidado em si mesmo
exige do cuidador familiar, torna o exercício do papel uma experiência difícil. O exercício do papel exige “ter de
aprender”, “ter de adaptar-se”, “ter que conseguir”. O exercício do papel implica uma preocupação constante.

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